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A VERDADEIRA GAROTA SUPERPODEROSA
De ícone pornô europeu
às divas de Hollywood: é tudo o que você quer
ser
por Carolina
Meyer (carolina_meyer@yahoo.fr)
 os
43 anos, ela continua com um corpinho impecável e um guarda
roupas de dar inveja a qualquer mortal, com modelitos criados por
Christian Dior, Guy Laroche, Paco Rabanne, Alexandre Herchcovich
e Christian Lacroix. Perverteu as tendências da moda dos últimos
anos, reduziu busto, aumentou cintura, participou de inúmeras
sessões de bronzeamento, pintou o cabelo centenas de vezes
e mora em casas cada vez mais luxuosas. Já vendeu mais carros
que a General Motors, está presente em mais de 120 países
e possui cerca de 1 bilhão de pares de sapatos, além
de ganhar, por ano, mais de cem acessórios diferentes. Estamos
falando da Barbie!
Criada em 1959 por Ruth Handler (falecida no último
mês de abril, aos 85 anos), a boneca se converteu no brinquedo
de maior sucesso da Mattel: se fossem colocadas em pé, umas
sobre as outras, todas as Barbies que já foram vendidas até
hoje, elas dariam mais de sete voltas ao redor da Terra!
Porém,
o que pouca gente sabe é que este ícone da cultura
americana, posteriormente disseminada no mundo todo, foi inspirado
na boneca Lilli, por sua vez inspirada numa personagem alemã
de caricaturas pornôs. Ruth se deparou com Lilli em uma viagem
à Europa no início da década de 50, época
em que quebrava a cabeça pensando numa maneira de produzir
uma boneca de feição mais adulta para sua filha Bárbara
(daí Barbie). De volta aos Estados Unidos, Ruth mudou um
pouco o visual de Lilli para que se adequasse ao espírito
inocente que permeava a sociedade americana do pós-guerra,
até porque a boneca alemã não era propriamente
um ícone do puritanismo.
Barbie foi concebida como uma espécie de espelho,
ou seja, a criança deveria identificar, na boneca, o que
queria - e deveria - ser quando crescesse, literalmente. A boneca
não era um simples brinquedo, mas um ideal a ser perseguido.
Diferentemente de bonecas em forma de bebês, em que a menina
aprenderia a ser mãe, com a Barbie, a criança aprende
e incorpora os atributos necessários para que, antes de mais
nada, arrume um namorado. É o ideal da perfeição,
numa boneca perfeita. Desde então, Barbie tem reproduzido
fielmente os valores da sociedade na qual está imersa, passando
de dona-de-casa e enfermeira, nos anos 60, à executiva, top
model, ginasta...nos dias atuais. E
o sucesso é tanto que, no Brasil, são vendidas 1,5
milhão de Barbies por ano!
E a Mattel continua se superando. Para a alegria
das americanas (e nossa tristeza, já que vivemos num país
em que a cotação do dólar bate a casa dos R$
3), está disponível a versão Hollywood da Barbie.
É de babar! Marilyn Monroe, Carmen Miranda, Cher, Audrey
Hepburn.. Todas elas custam, em média, US$ 60. Ou quase R$
200... Um sonho!
O mais impressionante é notar a evolução
do Ken - criado em 1961 -, que passou de um boneco sem sal, com
cueca e cabelos de plástico colados ao corpo, a James Dean,
Elvis Presley e Frank Sinatra! Fantástico!
Vale a pena dar uma conferida, nem que seja só
para relembrar os velhos tempos em que nossas Barbies possuíam,
no máximo, um conversível: www.barbiecollectibles.com
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