| DIVERSÃO À GREGA
Não deixe de ver o Casamento
Grego: mais do que um romance, uma comédia regada a ouzo
e mussaka
por Carolina
Meyer (carol@rabisco.com.br)
 e
a única referência que você tem da Grécia
é o lendário Cavalo de Tróia, corra para o
cinema no próximo dia 8 de novembro, quando estréia
o divertidíssimo Casamento Grego, a comédia
romântica autobiográfica de Nia Vardalos.
Nia protagoniza o filme no papel de Toula Portokalos,
uma solteirona de 30 anos que, de repente, resolve dar uma virada
na vida monótona, descola um partidão e decide, finalmente,
se casar.
Poderia se tratar, aqui, de uma comédia romântica
comum, com direito a reviravoltas e final feliz, não fosse
o detalhe que faz do filme um espetáculo: sua família
grega. Para quem não tem idéia do que isso representa,
a matemática é simples: pegue toda a bagunça
de uma boa família italiana. Junte a ela aquela mãezona
judia. Multiplique o resultado por 100. Esta é a família
Portokalos.
Para se ter uma noção do que isso quer
dizer, o pai de Toula, Gus Portokalos (interpretado por Michael
Constantine), é daqueles que acreditam que tudo se cura com
Windex (um limpa-vidros) e que todas as palavras no mundo,
de alguma forma, possuem origem grega (inclusive a palavra quimono!).
Para piorar – ou deixar o quadro mais hilário –
Gus parte do princípio de que mulher não precisa estudar,
mas “fazer apenas três coisas na vida: casar-se com
gregos, gerar bebês gregos e alimentar todos eles até
o dia de sua morte”. Imagine, então, o desespero desse
pai quando descobre que sua filha não vai exatamente se casar
com um deus grego. Ian Miller (John Corbett), além de xeno
(estrangeiro), é vegetariano e vem de família inglesa
protestante.
O
marido de Nia, o “Ian Miller” da vida real, também
participa da película. É o ator Ian Gomes que, em
Casamento Grego, interpreta justamente um amigo do príncipe
encantado que se casará com Toula.
O filme é delicioso, até porque come-se
o tempo todo. Se palavras como ouzo e mussaka não
representam nada para você, está na hora de fazer uma
visita ao maravilhoso restaurante Acrópoles, no Bom Retiro.
Aliás, vale destacar que a antiga casa paulistana é
mais convidativa que o Dancing Zorba´s, restaurante grego
que pertence à família de Toula.
Nia Vardalos encenou o espetáculo sobre sua
hilariante família grega pela primeira vez em Los Angeles.
Seu monólogo atraiu diversos executivos de Hollywood, centenas
de gregos e em particular, a atriz Rita Wilson, ninguém menos
que mulher de Tom Hanks. Dois meses depois, veio o convite da produtora
de Hanks, a Playtone, para que o show se transformasse em filme.
A própria Nia adaptou o espetáculo
para o cinema, fez questão de atuar na película e
o resultado foi um sucesso estrondoso: o filme, que havia estreado
em abril nos Estados Unidos em apenas 108 salas, foi ganhando força
e, 27 semanas depois, ocupava 2014 salas de exibição.
O
sucesso de uma produção tão barata (que não
apela para efeitos especiais, alta tecnologia ou outros pega-trouxas)
é justamente um roteiro excelente, um humor extremamente
inteligente e não preconceituoso e a boa atuação
de veteranos como Michael Constantine, Lainie Kazan, John Corbett
e, sobretudo, a própria Nia Vardalos. Isso para não
mencionar os demais “membros da família” como
a tia Voula (Andréa Martin) e o irmão caçula,
Nick (Louis Mandylor). Você não pode deixar de assistir
a uma comédia tão romântica, ou, melhor dizendo,
a um romance tão hilário. Dia 8, corra para o cinema.
Ou estou falando grego? 
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