| DEITADO NUM GIRASSOL
Dan Nakagawa, uma das belas surpresas no cenário pop musical, bate um papo com o Rabisco.
por
Alessandro Sachetti (max@rabisco.com.br)

O cantor e ator Dan Nakagawa é uma dessas belas surpresas no cenário pop musical. Apesar de ainda ser um nome desconhecido do grande público, já há algum tempo tem trabalhado junto com outros veteranos da música e impressionando pelo seu talento e espontaneidade, tanto para cantar quanto para compor. Seu CD é uma mistura de estilos. Vai do pop ao eletrônico, com composições muito bem trabalhadas, tanto na melodia como nas letras. Espaço para arranjos interessantes, poesias, participações especiais como a da atriz Camila Morgado e algumas regravações.
“Cotidiano”, de Chico Buarque, encaixa–se nesta última categoria. Empolga com uma roupagem totalmente nova. Essa é uma das características mais interessantes do cantor, que aos 25 anos, prova que pode ser uma das revelações do ano.
Após conquistar, com seu talento, alguns dos grandes nomes da música, como Nando Reis e Jorge Mautner, Paula Lima e Vanessa Da Mata, entre outros, Dan Nakagawa tenta agora conquistar o público paulistano. Tem shows marcados para o mês de outubro na Octo (Vila Madalena). Quem quiser ir se aquecendo , pode ler o bate–papo do cantor com o Rabisco .
Ouvindo suas composições, é difícil definir em um só "terreno" o seu estilo. Como funciona esse tipo de composição? Você trabalha pensando nessa mistura ou é algo natural?
Dan Nakagawa: Quando vou compor não penso em estilo, não penso no resultado. só penso se a música vai ser rapidinha ou se vai ser devagarzinha. Aí vou criando tudo junto, letra, música, harmonia.
Nando Reis, com quem você já tocou, disse ao jornal O Estado de São Paulo que você é um músico que tem muito a mostrar para o público. Como foi a experiência de trabalhar com ele?
Dan Nakagawa: Foi emocionante cantar com o Nando, eu adoro as músicas dele, as que a Marisa Monte gravou, que ele gravou. Ele foi muito generoso comigo, cantamos criações minhas e não as dele. Nando me deu força. É sempre bom saber que gente que você admira também gosta do que você faz.
Você está com o CD pronto para lançar, certo? Existe alguma previsão, alguma data?
Dan Nakagawa: Não existe previsão, existe chute mesmo, acho que no começo do ano que vem.
Vi sua apresentação junto com Carmen Teresa, irmã de Renato Russo, na festa de comemoração do espetáculo R–Evoluções Urbanas , na casa de shows Blen Blen, e achei bem legal. Como foi cantar com ela e dividir o palco com tanta gente conhecida?
Dan Nakagawa: A Carmen deu um show na festa e me convidou. Somos muito amigos, muito mesmo, amo ela. Estavam todos da turminha do Renato, como Kiko Zambianchi, Dinho Ouro–Preto, o vocalista do Plebe Rude e afins. Foi emocionante estar com a Carmen no palco e os fãs da Legião Urbana na platéia.
 E agora, como anda a sua agenda?
Dan Nakagawa:
Tenho shows marcados para outubro. No Octo, um espaço novo na Vila Madalena.
Quem for assistir a seus shows vai ouvir o quê? Você vai tocar músicas do seu CD ou está preparando algumas surpresas?
Dan Nakagawa: Músicas do disco, algumas versões novas e até punk rock em japonês. Vai ter apresentações de curtas de amigos também.
Vamos falar um pouco sobre o seu álbum. Você regravou algumas canções de artistas conhecidos. Existe alguma razão especial pra escolha dessas músicas?
Dan Nakagawa: Existe, eu gosto muito delas. A de ninar eu escolhi porque era a única música que meu pai sabia cantar para eu dormir. E a “Cotidiano”, do Chico Buarque, eu gostei de fazer uma versão meio estranha e poder exaltar a antítese dela.
Eu gostei muito da canção do Chico (Buarque - Cotidiano), você deu uma roupagem totalmente diferente para ela. Quem recita/canta o trecho da poesia/música com você?
Spinardi: A maior promessa da nova geração de atrizes: Camila Morgado! Ela interpreta a Olga no filme homônimo.
Sei que você também trabalha como ator. É uma carreira que pretende seguir ou vai deixar de lado para investir apenas na música?
Dan Nakagawa: Eu deixo a vida me levar, vida leva eu! Vida leva eu! (risos)
E como foi o começo na música? Você fez escola, faculdade de música?
Dan Nakagawa: Fiz, desde os três anos de idade. Fiz escolinha, fiz cursos livres, em São Paulo, em Nova York, fiz faculdade na Unicamp (e desisti). E pretendo voltar às aulas assim que me sobrar tempo.
Você nasceu onde?
Dan Nakagawa: São Paulo, Capital. Nasci na Vila Madalena.
Acha que o fato de ser descendente de japoneses atrapalha?
Dan Nakagawa: Sim e não. Atrapalha por ser "estranho" e ajuda por ser "estranho", é paradoxal, mas pra ser sincero não penso sobre isso. Pra falar a verdade me ajuda. Acho que só me ajudou, me diferenciou.
Bom, CD no forno, shows logo mais. Como anda o dia–a–dia, a banda, os preparativos?
Dan Nakagawa: Estou reciclando minha banda, quero ouvir músicos novos, idéias novas, pensamentos novos.
Você toca algum instrumento ns shows?
Dan Nakagawa: Às vezes eu toco violão e guitarra, mas não gosto muito. Fico atrapalhado.
Qual sua música preferida?
Dan Nakagawa: Hoje eu prefiro essas: “Furobá”, “Clarice e Giorgia” e “Deitado Num Girassol”.
Disco preferido?
Dan Nakagawa: O Álbum Vermelho dos Beatles. É a melhor coletânea da música pop do mundo.
Livro de cabeceira? Dan Nakagawa A Descoberta do Mundo , da Clarice Lispector.
 Filme preferido?
Dan Nakagawa Isso é foda, gosto dos filmes do Ang Lee. Então, O Tigre e o Dragão .
Atriz preferida?
Dan Nakagawa Célia Helena.
Linda mulher?
Dan Nakagawa Camila Morgado.
Melhor lugar pra fazer sexo?
Dan Nakagawa O lugar é o de menos! (risos)
Uma frase.
Dan Nakagawa – Não tenho nada e nada vou levar daqui.
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