| A LIBERTÁRIA
A escritora Marina Colasanti questiona a teia social através da literatura e da opção política pelo feminismo
por
Ana Lira (
ana_lira@terra.com.br )

arina Colasanti é uma mulher de fala firme, daquelas que pulverizam uma série de questionamentos e são capazes de estremecer as verdades de seus interlocutores. É impossível não repensar certos conceitos após uma boa conversa com ela. A autora diz que escolheu o feminismo como opção política e tem um trabalho jornalístico intenso, colaborando em diversas publicações do país, como durante o Regime Militar na revista Nova e no caderno de cultura do Jornal do Brasil . Além disso, Colasanti escreveu mais de quatro dezenas de obras, é artista plástica formada pela Escola Nacional de Belas Artes e atuou durante seis anos no ramo publicitário.
Encontrei a escritora na V Bienal Internacional do Livro de Pernambuco . Ela estava autografando seu mais recente lançamento, o livro de poesias Fino Sangue , quando perguntei se poderíamos fazer uma entrevista. Colasanti solicitou, muito simpática, que a conversa ocorresse após o bate papo com a equipe do programa de rádio Café Colombo. Ela se apresentaria no quadro Bem Dita Poesia , que estava sendo promovido no café da revista Continente Multicultural, todos os dias, com vários poetas brasileiros, como Fabrício Carpinejar e Afonso Romano de Sant´Anna, com quem Marina Colasanti casou na década de 1970.
Sentei para acompanhar o evento e percebi, ao longo da conversa, que o público era majoritariamente feminino. Bem diferente da situação encontrada em outras oportunidades onde, em termos de gênero, teríamos uma perspectiva de maior equilíbrio. Onde estavam os homens? Na correria que tomou a realização da entrevista – o Centro de Convenções de Pernambuco estava fechando quando começamos a conversar – esqueci de tocar neste assunto com a escritora, mas deixo a pergunta para os leitores. Vocês não estavam presentes no café, mas acredito que esta entrevista traz um fragmento do pensar vigoroso de Colasanti. Bom debate.
- O que te levou a trabalhar as narrativas curtas como forma de expressão literária?
Marina Colasanti – Primeiro porque eu gosto. A gente faz aquilo que gosta. Eu gosto como leitora. Eu gosto de contos, gosto muito de contos. Segundo porque eu sou uma pessoa de linguagem sintética...eu vou tirando...não é a toa a poesia, que é uma forma de linguagem muito sintética. Eu acho que era para a poesia que eu estava caminhando desde o início.
- A poesia, então, influenciou esta tua escolha por textos literários com grande necessidade de síntese...
Marina Colasanti – Não...a poesia não influenciou. A minha poesia só apareceu depois, ou seja, eu só escancarei depois, mas ela vinha embutida. Os contos de fadas têm uma linguagem claramente poética e os minicontos também. Eu acho que eu estava caminhando mesmo para a poesia.
- Como você desenvolve a temática dos teus livros de minicontos? Eu tenho a sensação de que eles possuem uma linha narrativa do começo ao fim...
Marina Colasanti – É, estes três livros são de fatos temáticos. Eles constituem uma trilogia porque depois deles eu não escrevi outros. Há muito tempo que eu não escrevo minicontos. O primeiro é sobre o animal, Zooilógico ; o segundo é sobre a questão da moradia, que eu reeditei ano passado, A morada do Ser ; e o terceiro é sobre o amor. Sobretudo a partir de A morada do Ser eu estruturei de maneira muito rigorosa porque eu fiz um mapa, igual ao mapa de venda de uma imobiliária, e em cada apartamento eu localizei um conto. Para fazer os livros, eu faço um levantamento daquilo que são os pontos de apoio do tema, pontos que constituem o tema, e uma vez levantados eu vou fazer os contos para trabalhar estes pontos.
- Como se fosse uma pauta...
Marina Colasanti – Como se fosse uma pauta porque uma vez que os minicontos são tão condensados e tão pequenos eu queria que, sendo um livro de fragmentos, ele tivesse uma unidade. Não fosse fragmentado. Eu quero, afinal, ele funcione quase como um romance, no sentido de eu estar fazer fazendo um comentário sobre um tema.
- Este processo resultou da tua experiência no jornalismo?
Marina Colasanti – Mas é claro. Na questão de pautar os contos eu não sei, mas a minha experiência jornalística faz parte da minha vivência literária. Eu comecei a escrever profissionalmente no jornal...
- Você utiliza elementos de narrativa fantástica, personagens mitológicos, alegorias para construir algumas de suas histórias. De que maneira estes elementos ajudam a aproximar o leitor?
Marina Colasanti – Eu não tenho a menor idéia...do leitor. Eu não faço isso para aproximar o leitor. Nos minicontos eu, inclusive, escolhi alguns mitos que eu considerava pertinentes ao tema, para reescrevê-los, mitos clássicos. Mas a minha intenção não era...eu não escrevo para o leitor, para seduzir o leitor. Eu espero que ele fique encantado, sim. Eu também não escrevo para mim, no sentido de “ah, eu escrevo e boto na gaveta”, mas não escrevo fazendo concessões a um possível leitor. Não estou indo à caça do leitor. Embora, eu faça uma ressalva porque pode parecer uma atitude pretensiosa. Eu acho que as pessoas devem ir à caça do leitor. É apenas uma escolha...o autor trabalhar de uma maneira ou de outra.
 - Você também ilustra boa parte dos seus livros. Você estava comentando que pinta e os quadros vão para a capa dos teus livros, como em Fino Sangue. A imagem e o texto são complementares ou eles possuem narrativas próprias e você organiza uma integração entre eles dentro do livro?
Marina Colasanti – Nem uma coisa nem outra, na verdade. Primeiro, eu não quero fazer uma ilustração que diga o que o texto não diz. Se faltou alguma coisa para dizer no texto ou eu sou uma incompetente ou vou escrever outra vez até dizer. O texto tem que estar completo sozinho. Então, eu não faço ilustrações narrativas. Eu não sou quadrinista, para contar histórias em um desenho. Por outro lado, também não uso o texto para contar coisas que não estejam no desenho. A ilustração de um texto está a serviço dele no sentido de dar um elemento a mais para a imaginação do leitor. É um toque. É um outro discurso sobre o mesmo tema, não são muletas um do outro, e sim dois discursos que se juntam. Não tento juntá-los depois. Eu faço sempre o texto primeiro e, depois do livro pronto, eu vou estudar uma filosofia de ilustração...que tipo de ilustração eu quero fazer para este livro...e ai eu começo a trabalhar, mas são sempre acenos. Você pode ver neste livro aqui - 23 Histórias de Um Viajante – tem uma citação de Bruegel. É um detalhe infinitesimal de um quadro que se chama Hunters in The Snow , que é de onde nasce o conto “Na neve, os caçadores”. Para mostrar o cruzamento entre arte e escrita, o quadro do Bruegel se chama Caçadores na Neve e eu troquei a ordem do título, para deixar claro, para bom entendedor, e fiz uma citação. Eu gosto muito de fazer citações das ilustrações.
- Você estava comentando durante a tua conversa no Bem Dita Poesia que se não se sentisse bem em escrever em algum dos estilos que você tem desenvolvido - crônicas, contos, poesia – você teria desistido. Existe algo que você ainda não experimentou, mas gostaria de trabalhar algum dia?
Marina Colasanti – Não...
- Mudando um pouco de assunto, as pessoas te conhecem bastante pela tua dedicação aos assuntos relacionados à condição feminina. Eu li em uma entrevista que quando você escreveu E por falar em amor tinha a intenção de dizer que mulheres e homens são educados para o amor de maneira diferenciada. Atualmente, você sente alguma mudança nesta perspectiva dos papéis sociais?
Marina Colasanti – Deixe-me fazer alguns esclarecimentos. O primeiro é sobre escrever muito sobre a questão feminina. Foi um privilégio que a vida me deu trabalhar politicamente, porque isso é uma atividade política, estas questões no momento em que isso era extremamente relevante. Ao mesmo tempo isso foi, de uma certa maneira, uma bola de chumbo no meu pé, ao fazer literatura, porque durante muitos anos e, freqüentemente, até hoje me dizem: “ah! você escreve para mulheres”, “todos os seus livros são sobre mulher”, “ah! você sempre tem personagens femininos”. O que, absolutamente, não é verdade. Hoje eu tenho mais de 40 livros publicados e apenas quatro são sobre a questão feminina. Nos livros de contos de fadas, por exemplo, se a gente fizer uma conta, tem tantos personagens masculinos quanto femininos. Isto foi pesado para mim eu ficava um pouco afastada da área literária e meio encostada na área feminista e tal...é uma questão complexa.
 - O “rótulo” de feminista te incomoda?
Marina Colasanti – Não, não me incomoda porque não é um rótulo. É uma escolha política. Ninguém pergunta a um comunista se ele se incomoda com o rótulo de comunista e ninguém usa a palavra rótulo para o comunismo. Com a questão do feminismo, sim, porque há um preconceito muito intenso. Não é um rótulo. É visto assim, mas não é. É uma definição. Eu fui e sou feminista porque meu olhar sobre o mundo é um olhar político e eu estou muito atenta a estas questões. Sobre E por falar em amor é importante que se diga que é um ensaio sobre o relacionamento amoroso e todo ensaio tem uma tese. A minha, ao escrever o livro, é a de que o amor e o casamento são ensinados de maneira diferente para os homens e para as mulheres e pretende-se que depois seja vivido da mesma forma, o que é absolutamente inviável. Há um equívoco em volta disso. Hoje isto está parcialmente atenuado, porém, continua subsistindo porque ainda tem essa conversa de príncipe encantado. A sociedade diz que a mulher procura um príncipe encantado, mas ninguém diz que o homem procura a Escrava Isaura ou a Amélia ou a princesa encantada. Todo mundo está a procura de um modelo de parceiro que não é a gente que cria. A sociedade elabora este modelo e depois culpa as pessoas porque elas estão procurando. Se criou é para isso...então, os homens também buscam um modelo de mulher. Ninguém os critica por isso, mas todo mundo critica as mulheres...
- Quando se debate a situação da mulher na sociedade contemporânea, é colocado como um dos grandes trunfos a questão da independência. No entanto, a gente observa que à figura desta mulher independente é aliada uma série de imagens não muito positivas, como a da mulher independente financeiramente, mas sozinha; ou, por outro lado, a da mulher independente que, nas propagandas, ganha um jeito vulgar. Existe a intenção de relativizar as conquistas femininas através deste tipo de criação?
Marina Colasanti – Existe tudo. O preconceito, o backlash , a volta do bumerangue. A sociedade patriarcal tentando refrear o avanço das mulheres. Existe uma queixa muito repetida pelas próprias mulheres. Estamos atravessando um período queixoso e hilário. Vamos rir das nossas desgraças. Então, quatrocentas mil peças de teatro sobre a solidão das mulheres, oitocentos mil seriados, Sex and The City . A mulher em busca do homem ideal, dormindo com muitos e não ficando com nenhum. O problema da mulher assumida que não consegue homem e tal. Isto contém várias questões. Uma vez que o casamento deixou de ser indispensável para a sociedade...que a família deixou de ser indispensável para a sociedade, ficou mais complicado constituí-la. De um lado e de outro as pessoas ficam com muitas exigências e acabam não conseguindo fechar o acordo nupcial. Um casamento é um acordo. As pessoas se juntam porque querem viver, ter filhos, ser felizes, fazer uma carreira juntos. Enfim, cada qual tem uma proposta. Está ficando muito difícil porque estamos atravessando um período de intenso individualismo, podemos chamar de egoísmo, para ficar mais simples, mas cada um está defendendo com unhas e dentes o seu espaço, o seu direito, a sua independência, a sua privacidade e com isso fica muito difícil fechar este acordo. As duas partes estão assim...muito ciosas do que é seu . Quando se está assim, fica difícil chegar ao que é nosso . Então, os homens estão se queixando de um lado e as mulheres do outro.
 – Mas, se a gente observar bem, as revistas femininas não colaboram para a construção desta imagem? Quando a gente lê as capas, parece mais um guia de como manter um homem ao seu lado. É sempre aquela conversa de como ser a mais bela, atrair atenção, como salvar seu casamento ou segurar um homem na cama...
Marina Colasanti – Segurar um casamento, menos. O que aparece muito nas femininas...até Claudia que sempre foi uma revista tão conservadora, que servia para a madre superiora, você olha as chamadas de capa e é outro assunto. O que elas oferecem são oitocentas mil maneiras de ter uma felicidade erótica nunca antes alcançada - nosso século parece que está inventando o sexo -, quatrocentas mil maneiras de seduzir os homens. Os homens. Um, se for o caso, ponhamos sempre no plural. As revistas masculinas são revistas de masturbação, não é? É muito curioso que são revistas para homem que tem mulher inflável e não para homem que tem mulher em casa. É o que sai com mulher à noite. Não sei bem como funciona isso, é uma questão interessante que devíamos pensar. As revistas femininas põem o seu foco no homem de verdade, para ela conseguir o garotinho para passar uma noite feliz ou muitas noites felizes. As masculinas são mais direcionadas para “seja muito feliz eroticamente, mesmo sem mulher, com esta de mentira que a gente está te oferecendo aqui”. É curioso casar as duas coisas...não bate...
- Você ficou na revista Nova até o começo da década de 1990. Não te incomodava essa abordagem?
Marina Colasanti – Eu fiquei 18 anos na Nova. Entrei quando ela foi fundada e durante muitos anos tentamos fazer uma revista que não fosse sexista como o modelo americano. Nós tentamos e fizemos uma publicação que veiculava informações importantes, sobretudo na época da ditadura. Nova era toda censurada em Brasília. Ninguém sabe disso. Ela era censurada inteira. Tinha que ir para Brasília com ilustrações, fotos e legendas. Não se podia de falar de sexo, de corpo humano, de relações, tudo tinha que ser casais casados no civil e no religioso. Mas eu acho que ela desempenhou um papel importante, como a gente viu aqui hoje. Ensinando a mulher, os seus direitos, o seu papel, foi importante socialmente. Eu sou grata a esta publicação que me permitiu desempenhar este papel como editora de comportamento.
- Um dia desses eu estava lendo uma revista feminina e na seção de literatura havia dicas de livros de auto-ajuda, esoterismo, culinária ou comédias românticas, como O Diário de Bridget Jones . Não se observa muitos, nestas listas, livros com linhas filosóficas...políticas. O que é que acontece? É resquício ainda daquela velha imagem da mulher tradicional?
Marina Colasanti – A mulher tradicional que fica em casa na cozinha, hoje se considera que ela queira lingerie da Victoria Secret´s, para ser um tesão. Aquela antiga não existe mais. Quando eu trabalhava na revista, nós tentamos colocar ficção, como acontece nas revistas americanas, e publicamos durante um bom tempo. Eu chamei muitas escritoras brasileiras para escreverem...e escritores, também. Verificamos pelas pesquisas que os índices de leitura eram muito baixos. Depois distribuímos como brinde romances clássicos adaptados e versões reduzidas com patrocínio, que nos dava um trabalho desesperante porque tinha que ser adaptado de acordo com as exigências econômicas do patrocinador e, também, vimos que o índice de leitura era baixo. Isso não significa que a mulher brasileira não queira ler, mas a revista ocupa um espaço específico. Se ela quer ler, ela compra livros ou procura em outro lugar. Também tentamos encartar uma revista noticiosa, achando que faltava política e informação e não deu certo. Chegamos à conclusão que isso acontecia porque havia uma superposição de leituras, ou seja, toda leitora de Nova também uma leitora de Veja ou de Isto É . Então, ela procurava esta parte de notícia onde ela era trabalhada mais amplamente, mais a fundo. Quando não há material nestas revistas é porque elas são compradas com uma finalidade de leitura específica.
 – Falando na relação entre as publicações e a literatura feita por mulheres, você comentou na palestra que se examina a escrita feminina com um olhar diferente da produção masculina, você observa algum tipo de ressalva em relação às escritoras, na mídia?
Marina Colasanti – Não vejo uma discriminação maior, até mesmo porque a cobertura da literatura é pífia. É lastimável. Está na mesma proporção das verbas atribuídas à cultura neste país. Então, você pega as revistas noticiosas e cultura vai lá no fundo. Livro ganha um espacinho miserável. Agora com o Prêmio Nobel, talvez tenha um espaço maior, mas a não ser que haja um grande evento é sempre uma coisinha bisonha, raquítica. A gente vê a diferença quando pega uma revista francesa ou o velho observatório, por exemplo, e tem não sei quantas páginas. É uma festa. A mídia tem suplementos de literatura que, muitas vezes, são feitos de forma precária, sem um critério de escolha e com uma ou duas pessoas para escrever aquilo tudo. Há um jogo de compadrio, que não se paga aos resenhadores, então, eu escrevo sobre o teu livro e você sobre o meu e... ai! que bonitinho . Publicamos tudo de gracinha, mas cada um fala do seu companheiro. É precário. Existem algumas revistas de cultura interessantes, no Brasil. É bom porque elas estão surgindo nos estados, descentralizando o poder cultural e isso é muito bom, mas são revistas de circulação de elite, caras, pequena tiragem, que não têm o mesmo papel – e nem deveriam ter - dos grandes jornais ou da televisão. Na televisão há uma ausência porque quando aparece literatura é igual a filme de terror: depois da meia noite. Quando ninguém liga mais.
- O que existe de positivo na discussão sobre questões de gênero no Brasil, atualmente?
Marina Colasanti – Não está sendo promovido um debate sobre a questão de gênero, no Brasil.
- Você considera que estas ações são pontuais?
Marina Colasanti – Está sendo promovido, eventualmente, nas universidades, mas de maneira restrita, fechada. As jovens estão se interessando muito pouco por isso. Receberam a sopa pronta e se iludem que ela seja tão natural quanto a mudança dos quartos da lua. Não participaram do esforço que foi construir isso. Então, houve o que se chama na novela uma barriga. A questão embarrigou. Qual é a discussão de gênero na televisão? É Saia Justa ? Por favor. No teatro eu posso citar 15 peças em cartaz sobre o homem que deixa a toalha molhada em cima da cama, os homens são todos iguais. Não é nada. Estamos rindo de coisas sérias porque nos cansamos um pouco disto, talvez, ou porque estamos tomando fôlego para um próximo aprofundamento. Pode ser que seja um interregno e que voltemos às questões de gênero porque elas sempre existiram, estão em constante modificação e é sempre importante que nos debrucemos sobre elas.
 - Você é casada com o poeta Afonso Romano. Quando você traz este tipo de discussão, ele participa junto com você?
Marina Colasanti – Nós fizemos tudo juntos. Se ele não participasse deste tipo de discussão, jamais teríamos casado. Quando ele casou comigo, eu já era jornalista, era uma mulher assumidíssima, libertária! Não posso dizer que eu já era o que sou porque eu espero ter melhorado (risos!). Mas a minha cabeça já tinha sua direção.
- Para finalizar, você lançou recentemente Fino Sangue , que é um livro de poesia, e os contos de 23 Histórias de Um Viajante. Está trabalhando em algo para 2006?
Marina Colasanti – Claro! Tenho projetos, dívidas com editora. Eu estou esperando chegar dezembro, que vem a entressafra até abril, em temos tempo para escrever. Eu vou escrever um livro novo que já está em andamento e estou trabalhando em um livro de poesia.
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