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18 de janeiro a 02 de fevereiro de 2007

Equipe Edições Anteriores

A EXPOSIÇÃO DE UMA OBRA SÓ
Tela emblemática de Manet ganha espaço exclusivo no Masp
por Priscila Tieppo (priscilatieppo@gmail.com)
fotos: Thiago Silva

ntre as exposições em cartaz no Museu de Artes de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), uma é composta de apenas um quadro: O artista – O retrato de Michellin Desboutin, obra do impressionista Edouard Manet de 1875. O quadro é o segundo em exposição no projeto Obra em Contexto, lançado este ano para ser permanente no museu. Após ficar seis meses em exposição no National Gallery, em Londres, na Inglaterra, a pintura de Manet voltou com moldura nova e ganhou destaque.

Para contextualizar esta obra, ao seu lado há três reproduções que se assemelham a tela de Manet: Desboutin gravando com Vimconte Lepic, de Edgar Degas; Auto-retrato com cachimbo, de Gustave Courbet e Retrato do Conde Duque de Olivares, de Diego Velásquez. Todas expressam características impressionistas: o retrato, a figura do boêmio e o cotidiano.

Além de observar a obra, os visitantes podem se sentar no banco, localizado no espaço reservado, e ler diversas informações escritas em inglês e em português sobre os elementos que compõem o quadro. Teixeira Coelho, curador geral do museu, destaca este diferencial. “Você pode observar que este é o único quadro com informações e textos grandes, justamente para que o visitante possa refletir sobre a obra”.

Salão dos Recusados - Na enciclopédia Laurosse Cultural, Impressionismo é “escola francesa de pintura que se manifestou principalmente de 1874 a 1886, através de oito exposições públicas em Paris”. A técnica de contornos imprecisos e incidência da luz solar nos objetos revolucionam a arte do século XX.

Na época em que a escola francesa estava começando, os artistas conceituados, seguidores da técnica realista, expunham suas obras no Salão Oficial, que não aceitava novas tendências. Entre as recusas, estava a arte impressionista. Manet, após pintar a tela que hoje está em exposição no MASP, levou-a ao Salão francês. “Essa obra foi recusada no Salão Oficial e, então, o pintor a expôs em seu ateliê. Um dia, alguém viu e disse que ali, onde estava a obra, era o salão dos recusados”, conta Teixeira Coelho, afirmando que, na verdade não existia um salão onde as telas rejeitadas eram expostas.

Em contrapartida, hoje há espaço para todas as escolas. No MASP, por exemplo, as escolas italiana e francesa do século XVI, dividem espaço com a tela de Manet na mesma galeria.

Degas no MASP - Além de Manet, Edgar Degas também está em exposição no museu. As esculturas feitas em bronze retratam movimentos de balé - dança apreciada pelo artista. Degas, apesar de ser considerado impressionista, gostava de se definir como realista. Mas, observando algumas peças e um quadro exposto na galeria, percebe-se a forte influência do movimento francês em sua obra. A exposição está na galeria Clemente de Faria, dois andares abaixo do espaço reservado a Manet.

Serviço:
Manet – o artista impressionista
Até 28 de janeiro de 2007
Terça a domingo
11h às 18h (a bilheteria fecha às 17h)
Ingresso: R$ 15 (inteira) e R$ 7 (meia entrada)

MASP

Av. Paulista, 1578 - São Paulo – SP – Telefone: (11) 3251.5644