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26 de abril a 10 de maio de 2007

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Páginas esquecidas da História
Blueberry, mais um quadrinho europeu, chega para falar do Velho Oeste.
por Darlon Carlos – (darloncarlos@yahoo.com.br)

m 1970 foi lançado um livro que revolucionou a área da antropologia e suas disciplinas correlatas, mostrando os índios norte-americanos de uma forma diferente. Se você está achando que eu estou falando de Carlos Castaneda desculpe decepcioná-lo. Estou me referindo a um livro escrito por Dee Brown intitulado: Enterrem o meu coração na curva do rio .

Brown foi escrever a história de dominação e morte dos índios norte-americanos pela ótica do vencidos e não dos vencedores. Fez entrevistas com chefes das tribos Siox, Cheyenne e outras para expor os relatos dos que tiveram suas terras, cultura e línguas totalmente destruídos para um bem maior, como falava os brancos europeus que vieram em navios para o Novo Mundo.

Este livro pegou os EUA em uma época em que lutava uma guerra para deter um inimigo que colocava em perigo o chamado “mundo livre”, leia-se: o jeito americano de viver, onde jovens perderam a vida por um engodo. Nada muito diferente dos dias de hoje. A obra fez com que repensassem o que foi feito de povos como os Moicanos e muitos outros totalmente exterminados em nome de um admirável mundo novo.

A Nona Arte também tem algo para oferecer para aqueles que desejam conhecer mais sobre o Velho Oeste, mesmo que de forma romanceada, podendo ser útil para levantar o véu em questões que ainda não foram totalmente debatidos.

Criado em 1963 por Jean-Michel Charlier e Jean “Moebius” Giraud, Blueberry é um clássico dos quadrinhos franco-belga e um dos melhores expoentes do faroeste em HQ. Fazendo com que a história do Velho Oeste circule diante de um personagem que vive se metendo nas situações mais famosas do faroeste.

Por exemplo, Blueberry era um oficial do exercito estadunidense em uma época em que um índio muito conhecido estava dando muita dor de cabeça ao Tio Sam: Gerônimo, o apache! Os soldados tinham como ordem não levarem presos, índios, feridos, matando-os no lugar! Todos ficavam confinados em reservas que não tinham a mínima condição de dar conforto para todas aquelas famílias. Os costumes e culturas eram vistos como algo do demônio tendo, então, que serem banidos para ser colocado no lugar o bom e velho sistema cristão. A morte era lenta e o ódio estava somente esperando uma faísca para a ignição.

Tudo isto é mostrado com grande refinamento pelo roteiro de Charlier e pelo traço fantástico de Giraud. Colocando-nos em um dos mais conhecidos embates de todos os tempos do faroeste na cidade de Tombstone com a família Earp. No Brasil a revista pode ser encontrada nas bancas bimestralmente pela Panini. 100 páginas de diversão e encantamento. O preço pode parecer um pouco salgado, mas vale a pena pela qualidade do álbum.