Cronista da solidão
Cristovão Tezza fala sobre sua literatura e dos 20 anos de Trapo , romance que o revelou nacionalmente como escritor.

Bardo Redimido
Lançado em 1988, Trapo chega a uma nova edição colocando à prova o sucesso de 20 anos.

Chá de Penico
A Banda Tropicalista é o melhor disco menos conhecido de Rogério Duprat.

A Descoberta do Mundo
Exposição sobre Clarice Lispector lembra os 30 anos de sua morte e reaviva o interesse pela boa literatura brasileira.

Vencedor Incontestável
Boca Junior é campeão da Taça Libertadores pela sexta vez e se torna o maior vencedor de competições internacionais.

O Belo Intérprete dos Mares
Com um blockbuster em cartaz nos cinemas, Johnny Depp é um astro (não) por acaso.

Avessa ao Marasmo
A trajetória de Niobe Xandó mostra o pioneirismo de uma artista que experimentou diversos caminhos das artes plásticas.

Quase Cult
Danny Boyle faz um dever de casa acima da média com Sunshine – Alerta Solar.

Sustos Políticos
O Hospedeiro revitaliza os filmes de monstros e traz referências à briga política entre Coréia e Estados Unidos.

O Som que Faz Transcender Pensamentos
Orquestra Sinfônica da USP encanta Sala São Paulo com apresentações de obra do compositor finlandês Jean Sibelius.


Uma cidade estranha como entrelinha de uma história de amor.


Perdizes, o morro elegante de Cardozo de Almeida.


A Banda Tropicalistaé o melhor disco menos conhecido de Rogério Duprat.


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27 de junho a 11 de julho de 2007

Equipe Edições Anteriores

O SOM QUE FAZ TRANSCENDER PENSAMENTOS
Orquestra Sinfônica da USP encanta Sala São Paulo com apresentações de obra do compositor finlandês Jean Sibelius.
por Rodrigo Herrero ( rodrigo@rabisco.com.br )
Fotos: Divulgação Osusp - Sibelius WebSite

música erudita costuma elevar o pensamento humano a níveis que ele não está acostumado. Pelo menos é essa a impressão que fica durante a audição do espetáculo proporcionado pela Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (OSUSP) que fez uma homenagem ao compositor finlandês Jean Sibelius (1865-1957) executando a “Sinfonia nº 2” . No programa também constou “Transfigurationes”, de Mario Ficarelli (dos maiores conhecedores da obra de Sibelius) e o “Concerto nº 3 para piano e orquestra”, de Sergei Prokofiev.

O concerto ocorreu no dia 29 de maio, uma terça-feira friorenta, de temperatura das mais baixas na capital paulista. Mas nem isso espantou o bom número de pessoas que assistiram a apresentação da orquestra, comandada pelo maestro Carlos Moreno e acompanhada pela solista Sylvia Thereza (com seu indefectível vestido vermelho e sua forma toda especial de tocar o piano, quase martelando-o) no número de Prokofiev.

Ao presenciar uma exibição como afinada aquela, é possível “sair do próprio corpo”, se deixando levar pelos inúmeros sons e emoções que aqueles instrumentos emitem a cada aceno do maestro, que se movimenta de um lado para o outro, para tirar o máximo de cada músico e evidenciar a beleza de cada obra de autores tão significativos quanto os que foram escolhidos para esta série de espetáculos.

Algo interessante é que a mesma apresentação ocorreu, no dia anterior, no Anfiteatro Camargo Guarnieri, com entrada gratuita, para dar a oportunidade de mais pessoas verem as peças, em mais uma edição dos Concertos Comentados ao Meio-Dia , realizada na Cidade Universitária, zona sul de São Paulo.

Obras - Jean Sibelius é apontado como um grande responsável pela afirmação da identidade de seu país, pois suas composições são marcadas pela melancolia das canções populares, das paisagens, da história e da mitologia nacionais. A “Sinfonia nº 2” , considerada a mais popular e elaborada dentre as compostas por ele, baseia-se no período em que a Finlândia esteve vinculada à Rússia, entre 1809 e 1917.

“Transfigurationes” relaciona-se ao conceito de mudança radical, seja na aparência, no caráter ou na forma, e foi inspirada em fundamentos da teoria do astrônomo Johannes Kepler, um estudioso dos movimentos realizados pelos planetas. Já o Concerto nº 3 para piano e orquestra, de Prokofiev, foi composto inicialmente em 1917, durante os nove meses em que o músico se exilou na região do Cáucaso fugindo dos conflitos ocasionados pela Revolução Russa.

Projeto - Mais um concerto deste projeto envolvendo a OSUSP ocorreu semana passada, nos dias 25 e 26 de junho, respectivamente no Anfiteatro Camargo Guarnieri e Sala São Paulo, onde a OSUSP lembrou os 50 anos da morte do maestro italiano Arturo Toscanini. Foram executadas peças famosas de Wolfgang Amadeus Mozart, Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini. Para mais informações sobre esse espetáculo, acesse o site da OSUSP ( www.usp.br/osusp ).